O que é o vício?

Os vícios se caracterizam basicamente por mitigar a vontade humana, causando dependência. O tabaco, o jogo, a bebida e a prostituição estão entre os mais utilizados na busca pelo prazer desmedido, gerando desequilíbrios de toda sorte. Milhares de pessoas neles se aprazem habitualmente, sem se dar conta dos efeitos prejudiciais às camadas mais sutis do espírito. A ação reparadora em casos mais graves poderá exigir inclusive mais de uma encarnação, tal a profundidade de sua influência.

A descrença na eternidade talvez seja o primeiro empecilho a ser removido para um tratamento coerente, pois se a finitude for adotada como pressuposto ideológico, não haverá razão para preocupações com o futuro. Há em todo comportamento viciado este primeiro radical de descrença na potestade superior de Deus, e certa arrogância sobre a auto-condução da liberdade,  chegando ao extremo ególatra.

Asim, a terapêutica do vício deve necessariamente englobar o aspectoplasma da fé. A ação magnética dos fluídos coletivos dos centros espíritas fornecem imprescindível saneante primário para as carcomidas estruturas orgânicas, auxiliando no restabelecimento da autonomia enfraquecida pelos desajustes, não raro obsediada.

Pelo hábito das reuniões, haverá maior espaço para diálogo fluídico. Daí pra frente o viciado deve assumir protagonismo nas atitudes pessoais e resvalar-se aos papéis que a vida reclama: filho, irmão, pai ou mãe responsável, vigiando-se à exaustão.

Na derradeira fase de despoluição, a vida será regrada pelo trabalho, ocupando o tempo disponível. É a dinâmica que deve acompanhar todo o período de expiação sob o pesado julgo do vício.

Vencidas as etapas, já sob a velhice, o desencarne consolidará o esforço nas artérias morais do espírito, paulatinamente relegando o mal ao passado remoto.

Comentários

Postagens mais visitadas