A elevação espiritual e a sujeição ao mal

Entre os médiuns e interessados na doutrina espírita, costuma pesar certo consternamento quando, inobstante algum nível de auto-aperfeiçoamento alçancado, se deparam com graves doenças ou males praticados por agentes encarnados. Supõe equivocadamente que a elevação da sintonia e frequência sirva-lhes de escudo opaco e impenetrável, furtando-os do projeto expiatório do Planeta.

Como a luz atrai mariposas, a condição humana não exime ninguém do sofrimento, à agravante de que o conhecimento da realidade espiritual e o atarefado humanitário reclamam redobrada responsabilidade, a fim de preservar a qualidade do fluído mediúnico e evitar obsessões.



O exercício da doação aproxima doentes de toda sorte em busca de socorro. Alguns ostentarão a miséria evidente nas vestes e no corpo. Outros correrão em busca de ouvidos para lamentações, com transtornos difíceis de conhecer e sanar. E a maioria, no princípio da escalada espírita, acabará se delongando intuitivamente em conhecer e praticar a verdade da resposta em si, a fim de evitar cair em piores desgraças confundindo muleta com tacape.

Não é diferente a reflexão que o experto das lides espíritas deve empreender. Buscar a si mesmo no aperfeiçoamento da tolerância não está entre as lições fáceis da vida. Não neste mundo de pressão desconfortante, asfixiante ao foco externo. Mas é preciso insistir. Uma, dez, cem mil vezes, até que hábito se torne e as desavenças passem tresloucadas por entre o ser, eliminando reações emocionais intemperadas. Até que os revezes, por pior significado que possam ter na matéria, representem o canto gregoriano das alturas onde se desloca o espírito. Pois disse o Cristo: "- Meu reino não é deste mundo.", mas "- O Reino do Senhor está em vós."

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