Sou ateu. Terei algum demérito?
O ateísmo é o dogma da inexisténcia de um ser criador para todas as coisas. De fato, mesmo sob a perspectiva das religiões cristãs que crêem em um Deus soberano, justo e bom, não desempararia ele um filho rebelde, havendo certa contradição aparente em ter ou não uma fé. Ocorre que o espírito enquanto ser criado sente intuitiva necessidade de voltar-se ao criador de algum modo. A revolta contra a criação na maioria das vezes é obra de circunstâncias adversas ao exercício da fé. O materialismo costuma entupir as manifestações mediúnicas mais prosaicas, evitando que o espírito se eleve em pensamento. Em alguma ocasião, o paradoxal empuxo da matéria, geralmente a doença ou outro acontecimento grave que desafie a incredulidade e o medo da desintegração, reconduzem o espírito à verdade.
Nos diz Herculano Pires em 'O Espírito é o Tempo', que "O ser é o que é e nada o pode afetar e modificar, e muito menos destruir. Por isso, o materialista mais convicto da sua inutilidade como criatura mortal, sofre e luta pelos seus princípios, na certeza íntima e absurda de que esse é o seu dever. Ser fiel a si mesmo é a obrigação interior que ele cumpre na infidelidade negativa da sua ideia supraliminar do nada, porque a consciência profunda não deixa extinguirse em seu íntimo a chama da sua própria verdade. O orgulho aparentemente contraditório do homem derrotado suga a sua seiva nas profundezas do ser que ele é e não pode deixar de ser. Essa conflitiva dialética do ser e do não ser define a tragédia humana e a angústia existencial do homem. Se ele não suporta o peso do conflito e se atira na fuga do suicídio, a dolorosa experiência não deixa de ser experiência, forma de comprovação trágica da sua verdade íntima, que lhe mostrará na dimensão espiritual da vida a necessidade de reajustar a sua existência exterior à sua realidade ôntica, equilibrar a sua mente de relação e seus conflitos passageiros com a sua consciência profunda e a realidade indestrutível de sua natureza espiritual. A unidade do ser prevalece no tempo, pois a consciência imediata se funde, na essência de suas aquisições reencarnatórias, no final de cada existência, com o acervo global da consciência profunda."
Nos diz Herculano Pires em 'O Espírito é o Tempo', que "O ser é o que é e nada o pode afetar e modificar, e muito menos destruir. Por isso, o materialista mais convicto da sua inutilidade como criatura mortal, sofre e luta pelos seus princípios, na certeza íntima e absurda de que esse é o seu dever. Ser fiel a si mesmo é a obrigação interior que ele cumpre na infidelidade negativa da sua ideia supraliminar do nada, porque a consciência profunda não deixa extinguirse em seu íntimo a chama da sua própria verdade. O orgulho aparentemente contraditório do homem derrotado suga a sua seiva nas profundezas do ser que ele é e não pode deixar de ser. Essa conflitiva dialética do ser e do não ser define a tragédia humana e a angústia existencial do homem. Se ele não suporta o peso do conflito e se atira na fuga do suicídio, a dolorosa experiência não deixa de ser experiência, forma de comprovação trágica da sua verdade íntima, que lhe mostrará na dimensão espiritual da vida a necessidade de reajustar a sua existência exterior à sua realidade ôntica, equilibrar a sua mente de relação e seus conflitos passageiros com a sua consciência profunda e a realidade indestrutível de sua natureza espiritual. A unidade do ser prevalece no tempo, pois a consciência imediata se funde, na essência de suas aquisições reencarnatórias, no final de cada existência, com o acervo global da consciência profunda."
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