Obsessão: o maior flagelo da humanidade


O médico Sérgio Thiesen inicia esta importante explanação definindo o Planeta Terra na escala evolutiva da expiação, conforme lições extraídas do Livro dos Espíritos. [1]  Inerente a tal condição está a existência do processo obsessor, pelo qual um espírito desencarnado de dimensão vibratória mais sutil prejudica um espírito encarnado na matéria, inclusive obstando-lhe ou tentando obstar a prática mediúnica bem orientada.[2]

A precariedade das felicidades terrenas é, em grande medida, causada por fenômenos de obsessão. O Dr. Thiesen explica que as doenças, guerras, tantos outros dramas e flagelos humanos, sempre envolveram a participação de espíritos especializados na parasitose psíquica e fisiológica dos homens. [3] Existem ainda obsessões entre encarnados, e de encarnados sobre desencarnados, mas são as organizações desencarnadas voltadas para o mal, hierarquicamente estruturadas, formando verdadeiras castas de líderes, fiéis soldados e uma parcela de subjugados,  as que promovem o mal mais profundo, complexo e difícil de combater, atrasando a evolução de todo o sistema.

De Sírius partiram degredados para Capela, e alguns milhares de almas desenbocaram outrora na Terra. A transição planetária que lá ocorreu começa a despontar por aqui. Nela, seres das sombras vão sendo paulatinamente obrigados a emigrar, enquanto almas de planos mais elevados estão sendo convidadas a imigrar, lançando preciosa luz sobre nós.

No enredo, a lúcida percepção do orador de que a aproximação de encarnados que praticam o serviço abnegado ao próximo facilita o trabalho edificante, o que se dá naturalmente, pontuamos, por harmonização vibratória.

Os Centros Espíritas, entre outras agremiações religiosas, oferecem a oportunidade de crescimento sustentável, à advertência de que todos permanecemos predispostos à obsessão e escorregões morais, valendo a máxima: "- Orai e vigiai. "

A integralidade dos doentes mentais e demais internados nos nosocômios experimenta a obsessão, não sendo por acaso que a maioria dos hospitais psiquiátricos tenha origem espiritista.

No ambiente de expiação, o plano astral conta com populações majoritariamente localizadas no que pode ser classificado como abismo e trevas, abaixo do umbral inferior, exercendo pesada influência sobre o todo. Acima do umbral superior, há esfera numericamente modesta de espíritos de alta elevação intelectual se dedicando à arte, cultura e ciência, auxiliando o aperfeiçoamento das instituições humanas.

Acima das subdivisões de morada extracorpórea, paira o meio do amor universal, povoado de espíritos que chegaram ao que se pode chamar perfeição,  absolutamente imunes à influência do mal, dotados de vigorosas virtudes e gozando de felicidade suprema. Paralelamente à estes, subsistem espíritos dedicados ao governo da vida, laborando na mecânica dos mundos.

Entre todas as hierarquias espíritas, podem ou não haver secções interdimensionais, pelo qual somente a casta moral e tecnologicamente superior acessa a inferior. Daí o palestrante salientar a importância da prece preparatória de qualquer trabalho, nos Centros ou na vida profissional cotidiana, a fim de que espíritos benfazejos possam militar conjuntamente a nós, anulando o efeito magnético de fluídos emitidos por seres trevosos interessados no desequilíbrio emocional e desorganização material.

Vamos aprofundar o estudo da obsessão em alguns textos e outros vídeos selecionados, servindo este de breve intróito, a fim de dimensionar o problema primeiramente no campo da sociologia espírita, reforçando o adequado cuidado dos médiuns na vida privada, para que possam estabelecer  sintonia permanente com espíritos preparados ao auxílio. 


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[1] Esta primeira observação merece um pequeno prefácio de contribuição pessoal. Uma analogia e um insight que, após algum sofrimento e pesquisas edificantes, pude vislumbrar. Imagine-se um presídio onde convivem condenados por diversos crimes que vão de pequenos furtos reiterados a homicídios qualificados pelos métodos cruéis. Alguns destes detentos percebem o equívoco ou pelo menos colaboram desde logo com as autoridades e regras internas,  sendo-lhes franqueadas algumas beneces como banhos de sol, visitas de parentes e advogados, refeições especiais e etc. Outros, ainda convulcionados pelo ódio ou imersos na cegueira da psicopatia irressocializável (em uma encarnação), cometem novos crimes e amargam as "solitárias", nus e sem utensílios, sendo-lhes vedada a comunicação, chegando alguns às raias da loucura de tocar as botas dos guardas por baixo da porta de aço, apenas pra saber que ainda estão vivos. Para um indivíduo livre que olha o alto muro que o separa daquele submundo, inexistem segmentações importantes que permitam distinguir "uns e outros" lá dentro.  Todos são condenados e aguardam cumprimento de pena. Ocorre o mesmo à Terra e aos planetas de mesmo nível hierárquico na escala dos mundos. Todos frequentamos um mesmo estágio potencial vibratório de ódio impulsivo e ignorância, sequer possuindo instrumentos tecnológicos para perceber e interagir com os seres das dimensões mais sutis da matéria. Resta claro que o maior equívoco de quem se crê apenas "vítima" de pessoas sem escúpulo apoia-se na suposição de que simplesmente resistir à prática do mal seria suficiente para evitar sofrê-lo. A densidade da matéria aqui atrasa a ação e reação, portanto se trata de uma meia-verdade. As chances de sofrer a violência diminuem pela busca edificante, mas não a evitam absolutamente. Equivoca-se quem crê que os desafios morais inexistem nas faixas mais organizadas e educadas da sociedade. É aí que a corrupcão mais complexa exige disposição ética ainda mais firme e inteligente, para que se possa extirpá-lá. É necessário lembrar ainda que, conforme respostas do espírito decodificador, para promover um salto evolutivo não basta deixar de fazer o mal, sendo necessário fazer o bem. Florescer as melhores aspirações cristãs, dividindo a prática do amor incondicional. Isto está além de educar-se com modos refinados, empregar palavras sábias e alcancar posições socio-econômicas. É preciso esforçar-se pela melhoria de si e das instituições. Após uma vida tanto quanto possível dedicada ao amor fraterno, ainda será necessário aguardar o fim desta existência expiatória de provas, pois a transição planetária é mais lenta do que a individual. É por isto que muitos médiuns sucumbem diante do peso do conhecimento mal empregado ou não empregado. É preciso ação no convívio social, sem a qual o espírito não se transforma realmente.  Teoria sem prática é semente sem brota. Cada um poderá obviamente procurar aquele hábito mais próximo dos talentos e gostos pessoais, desde que úteis para além de si. Mas só a interação propicia evolução e isto deve ficar bem claro no caminho evolutivo a traçar.  
[2] As razões para a obsessão individual foram bem trabalhadas pelo próprio Alan Kardec no Livro dos Médiuns, e outros escritores que vieram após. Inobstante, há ainda um fator coletivo de poder a ser considerado. Há toda uma plêiade de seres perversos e controladores exercitando sofisticados magnetismos contra as mais altas aspirações evolutivas da humanidade,  uma verdadeira guerra que só alguns expertos da contemporaneidade ousaram investigar, haja vista as dificuldades enfrentadas para penetrar nas masmorras defensivas de espíritos muito versados na mimética, campos de força e desviadores interdimensionais. Entre os médiuns brasileiros que atuaram neste panorama, sem dúvida autorizados pelo plano maior de transição planetária que ora se instaura e inclusive ilustrando episódios da política nacional brasileira no contexto, estão Wanderlei de Oliveira e Robson Pinheiro, aos quais recomenda-se a leitura.
[3] O professor Waldo Vieira escreveu diversos textos importantes sobre o tema da obsessão e as muitas dimensões e sentidos que as percebem. Todavia, precisou desenvolver todo um novo e preciso léxico para denominar os distintos fenômenos observados devido às limitações do vernáculo ordinário, de modo que o estudo de seus tratados deve direcionar-se primeiramente às obras definidoras de tais conceitos. 

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